Extração de sisos. informação importante para profissionais

A

Uso de Antibióticos (Amoxicilina 500mg/8-8h ou em caso de alergia à Penicilina e/ou derivados, Claritromicina 500mg/8-8h) para prevenir complicações após extrações de dentes do siso.

Eis algumas conclusões dum estudo efetuado em 2012 pelo Oral Heath Group da Cochrane:

Cochrane

  • “Esta revisão avaliou se dar antibióticos aos pacientes que vão fazer uma extração dentária previne a infecção após a extração dos dentes. Incluímos 18 estudos com um total de 2.456 participantes que foram sorteados para receber antibióticos (de diferentes tipos e doses) ou placebo, imediatamente antes e/ou imediatamente após a extração dentária.”;
  • “O risco de infecção depois de extrair os dentes do siso de pessoas jovens e saudáveis é de cerca de 10%. No entanto, o risco pode ser de até 25% em pessoas que já estão doentes ou que tenham baixa imunidade. As complicações infecciosas após a extração dentária incluem inchaço, dor, drenagem de pus e febre. Quando o local onde o dente ficava não é preenchido por um coágulo de sangue, pode surgir uma “alveolite seca”, que causa dor intensa e mau cheiro. O tratamento dessas infecções é geralmente simples e consiste em dar antibióticos e drenar o local da infecção.”;
  • “Esta revisão encontrou evidências de que tomar antibióticos imediatamente antes e/ou depois da extração dentária reduz o risco de infecção, dor e alveolite após a extração de dentes do siso por cirurgiões dentistas. Porém, a utilização de antibióticos também provoca mais efeitos colaterais (geralmente leves e transitórios). Além disso, não encontramos evidência de que os pacientes que fizeram extração dos dentes do siso e que tomaram antibióticos tiveram menor risco de ter febre, inchaço ou problemas em abrir a boca, em comparação com os pacientes que não tomaram antibióticos.”;
  • “Outra preocupação, que não pode ser avaliada por estudos clínicos, é a possibilidade de que o uso generalizado de antibióticos por pessoas que não têm uma infecção possa contribuir para o surgimento de germes resistentes aos antibióticos (resistência bacteriana).”;
  • “A conclusão desta revisão é que os antibióticos administrados a pessoas saudáveis para prevenir infecções podem causar mais danos do que benefícios tanto para os pacientes individuais como para a população como um todo.”.
  • Saber+: Antibiotics to prevent complications following tooth extractions.

B

Exames usados para avaliar o grau de dificuldade da cirurgia para remoção de siso

O exame mais usado para avaliar o grau de dificuldade duma eventual remoção dum siso é sem sombra de dúvida a ortopantomografia, no entanto perante imagens positivas reveladoras de relação próxima ou mesmo intima dos sisos inferiores e o nervo dentário inferior ( A- escurecimento, B- deflexões, C- estreitamento das raízes dos sisos, E- desvio do canal dentário inferior, F- estreitamento do canal dentário inferior e G – interrupção da linha branca respeitante à cortical) deve-se pedir outro exame auxiliar seja um TAC, Dental Scan ou CBCT de forma a clarificar a referida relação. (O quadro seguinte consta do artigo de revisão bibliográfica da tese de mestrado integrado da Dra. Paula Coelho – 2018 – FMDUP).

Exames usados para avaliar o grau de dificuldade da cirurgia para remoção de siso


C

Avaliação do grau de dificuldade com base na Classificação de Juodzbalys and Daugela

Avaliação do grau de dificuldade com base na Classificação de Juodzbalys and Daugela

A classificação atribui uma pontuação de 0 a 3 ( 0 = Convencional; 1 = Simples; 2 = Moderado; 3 = Complicado) a cada um de seis itens (M, R, A, C, B, S), de acordo com a posição/relação do siso com as estruturas adajacentes. Com base na pontuação final será então integrado numa de 3 classes: Classe I (de 0 a 6 pontos – Dificuldade Simples), Classe II (de 7 a 12 pontos – Dificuldade Moderada) e Classe III (de 13 a 18 pontos – Dificuldade Complicada).
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